quinta-feira, 16 de setembro de 2010
CONSULTOR DIZ QUE DINHEIRO PAGARIA 'DÍVIDAS DE DILMA, ERENICE E HELIO COSTA'
PT DE LULA E DILMA (VERGONHA NACIONAL) E O POVO COMO FICA?

'FIQUEI HORRORIZADO DE TER DE PAGAR' COMISSÃO A FILHO DA MINISTRA ERENICE DO GOVERNO LULA, SUBSTITUTA DE DILMA DIZ EMPRESÁRIO.
O empresário Rubnei Quícoli disse que ficou "horrorizado" e se sentiu "lesado" ao receber a proposta de contrato da Capital Consultoria, empresa que pertence a um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha.
Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.
Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.
Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.
O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.
Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.
Em que momento o Israel apareceu, o que aconteceu depois?
Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.
Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.
Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desses por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.
CORRUPÇÃO NO GOVERNO LULA, SUBSTITUTA DE DILMA DO PT, ERENICE GUERRA DEVE PEDIR DEMISSÃO AINDA HOJE DA CASA CIVIL

quarta-feira, 15 de setembro de 2010
OAB PEDE AFASTAMENTO DE MINISTRA DE LULA ERENICE GUERRA (SUBSTITUTA DE DILMA)

PF DIZ QUE GOVERNADOR DO AMAPÁ NEGOCIAVA PROPINA COM EMPRESA DA ÁSIA
AUDITORIA ACUSA IRMÃO DE MINISTRA DO LULA (SUBSTITUTA DE DILMA)
José Euricélio de Carvalho, irmão da ministra casa civil Erenice Guerra, foi apontado por uma auditoria do governo como responsável pelo desvio de R$ 5,8 milhões da editora da UnB em contratos fantasmas com 529 pessoas, informa reportagem de Filipe Coutinho e Andreza Matais, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).terça-feira, 14 de setembro de 2010
MORRE O EX-DEPUTADO DO MENSALÃO CHEFIADO PELO EX MINISTRO DA CASA CIVIL DE LULA JOSE DIRCEU DO PT

O ex-deputado foi internado em São Paulo para ser submetido a cirurgia de troca de cardiodesfibrilador implantável. Desde a realização da cirurgia, ele estava internado sob tratamento intensivo na Unidade de Recuperação Pós-Operatória do Incor.
Em fevereiro, ele havia sido internado em Londrina após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Ex-líder do PP, Janene era um dos réus do suposto esquema de compra de votos de parlamentares, episódio conhecido como mensalão. Em 2006, o então parlamentar foi absolvido na Câmara do processo de cassação, por falta de votos favoráveis à saída do deputado.
Janene era suspeito de ter recebido, quando presidia o PP, R$ 4,1 milhões do esquema. A suspeita é que o recurso tivesse origem nas empresas do publicitário Marcos Valério de Sousa. Ele sempre negou a acusação. Na ação, ele é acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.