quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AS 06 BOATES DE IMPERATRIZ SÃO VISTORIADAS DESTE 2009, AFIRMA DEFESA CIVIL MUNICIPAL

A Superintendência de Defesa Civil já tinha em sua agenda de ações, para o início deste ano, a fiscalização nas boates de Imperatriz. A tragédia ocorrida na madrugada desse domingo (27), em Santa Maria (RS), que vitimou mais de duas centenas de pessoas, antecipou essa ação do órgão. A informação foi prestada pelo superintendente Francisco das Chagas Silva, o Chico do Planalto, que coordena pessoalmente a equipe de fiscais.

Na manhã da última segunda-feira (28), Chico do Planalto e sua equipe começaram a visitar as seis maiores boates de Imperatriz, casas frequentadas por centenas de jovens, na maioria de classe média e alta. As casas estão situadas, principalmente, no centro e também na Avenida Beira-Rio, onde se concentram clubes e academias de ginástica.

Uma das maiores preocupações da Defesa Civil diz respeito, principalmente, à questão da segurança das pessoas, tanto as frequentadoras como os próprios funcionários das casas. "Em primeiro lugar, verificamos se essas casas possuem portões de saída, de preferência largos, para que as pessoas possam sair com mais rapidez em casos como o que ocorreu em Santa Maria", afirma Chico do Planalto.

Ele observa que todos esses estabelecimentos devem apresentar extintores de incêndio em todos os compartimentos do prédio, bem como sinalização luminosa indicando a saída de emergência. Chico do Planalto lembra ainda que as casas não podem receber um número maior do que o estabelecido pelos órgãos de segurança.

O superintendente explica que as casas de show, para estarem regularizadas, devem procurar os órgãos competentes, como o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, Vigilância Sanitária e Secretaria de Meio Ambiente. "Se todos os órgãos concluírem que a casa está apta para funcionar, então a prefeitura concede o devido alvará de funcionamento", afirma Planalto.

Fiscalização - De acordo com Chico do Planalto, a Superintendência Municipal de Defesa Civil encontra dificuldade em realizar a devida fiscalização desses estabelecimentos. "No ano passado, um dono de uma casa noturna chamou até um juiz amigo dele para prender os fiscais da Defesa Civil", afirma.

"Espero que, a partir desse triste episódio registrado em Santa Maria, esses proprietários entendam que quando a Defesa Civil faz essas cobranças, é visando à segurança de seus frequentadores, que são seus clientes; de seus funcionários e até deles mesmos", afirma Chico do Planalto, acrescentando que, ao encerrar a fiscalização nas boates, passará para clubes e demais casas noturnas da cidade. (Domingos Cezar)



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Polícia não descarta responsabilizar prefeitura e bombeiros pela tragédia que matou 231 jovens em Santa Maria

SANTA MARIA — O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, disse nesta terça-feira que a boate Kiss, atingida pelo incêndio que matou 231 jovens no último domingo, não tinha condições para estar funcionando. Segundo Arigony, agentes públicos podem ser responsabilizados pela tragédia.

— Temos diversos indicativos de que a casa não poderia estar funcionando. Se a casa estivesse regular, não teria ocorrido a morte de mais de 230 pessoas ali dentro — disse o delegado.

Arigony citou, entre os indicativos, a porta estreita e a lotação da casa. As suspeitas de irregularidades precisam ainda, segundo ele, serem corroboradas pela perícia. Segundo o delegado, bombeiros e prefeitura podem ser culpados pela tragédia.

— Haverá (ao final do inquérito) responsabilização de quem tiver que ser responsabilizado, independentemente de que instituição seja.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jovem que foi a Santa Maria morre ao lado de namorada em boate

O namorado da estudante do curso técnico de alimentos Susiele Cassol, 19, chegou na manhã de sábado (26) a Santa Maria (323 km de Porto Alegre). O plano de Roger Dall'Agnol, 21, e dos pais de Susiele era passar o final de semana com a jovem, que mora da cidade. Susiele e Roger morreram durante o incêndio na boate Kiss, no centro da cidade. Além deles, outras 231 pessoas foram vítimas da tragédia que ainda está sendo investigada.

Segundo amigos da família, eles namoravam há cerca de quatro anos e se conheceram pela internet. Como Roger morava em Paraí e ela em Nova Prata no início do relacionamento, o casal se via apenas nos períodos de folga.

A família da estudante é de André da Rocha, mas vivia em Nova Prata. A jovem mudara para Santa Maria no ano passado, depois de passar no vestibular da UFSM.

Uma amiga da família da jovem disse que a mãe de Susieli telefonara na sexta à noite para contar sobre os planos de visitar a filha em Santa Maria, que estava repondo as aulas suspensa durante a greve da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

Os pais da Susiele passaram a manhã procurando informações sobre a filha, que só chegou às 12h, com a identificação do corpo. Já o corpo de Roger havia sido identificado pela manhã.


domingo, 27 de janeiro de 2013

INCÊNDIO EM BOATE KISS MATA 180 PESSOAS


O número de mortos no incêndio que atingiu a boate Kiss em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, já chega a 180, segundo o major Cleberson Bastianello, comandante do BOE da Brigada Militar. O número total de vítimas ainda é desconhecido e há centenas de feridos sendo atendidos nos hospitais da cidade. A polícia e o Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local, checando as circunstâncias do fogo e retirando corpos da área.

"Nós temos 180 corpos aqui. Pessoas foram levadas em óbito ou feridas para os hospitais da região. Mas repito: esse é o número de mortes que temos aqui. Infelizmente poderá aumentar", disse em entrevista coletiva o major Bastianello.

O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Em seu Twitter, o governador Tarso Genro lamentou a tragédia e disse que vai viajar para a cidade.

Em uma dessas boate de Imperatriz na ocasião de uma fiscalização o proprietária chamou ate um Juiz de Direito, o mesmo ao chegar no estabelecimento foi autoritário e humilhou a equipe da Defesa Civil no momento do ato de fiscalização!!!!!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O RIO TOCANTINS AUMENTA O NIVEL E AMEAÇA COMUNIDADE RIBEIRINHA

A Defesa Civil de Imperatriz faz trabalho de conscientização à comunidade ribeirinha, o trabalho tem como objetivo alertá-los sobre o risco de inundação da área nos próximos dias, visto quê, em decorrências das chuvas que vem caindo na região, o nível do rio aumentou consideravelmente nas últimas horas, estando o mesmo com 5,00 metros acima do nível normal.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DEFESA CIVIL DE IMPERATRIZ SAI NA FRENTE


A Defesa Civil de Imperatriz já está inserida no Programa Cartão de Pagamento de Defesa Civil, implantado pela Secretaria Nacional da Defesa Civil em parceria com o Banco do Brasil. O Cartão de Pagamento de Defesa Civil – CPDC é um meio de pagamento específico para ações de defesa civil, que visa auxiliar a Administração Pública no controle dos gastos, com agilidade e segurança.

Em Imperatriz, o Cartão de Pagamento de Defesa Civil, foi cadastrado no inicio do mês de Dezembro ainda do ano de 2012 junto ao Banco do Brasil, sendo este entregue à Defesa Civil de Imperatriz no ultimo dia 23/01/2013.

Imperatriz é o primeiro município do Maranhão a se tornar habilitada ao uso do cartão CPDC em situação de emergência homologada e reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ex-prefeita de cidade alagoana é presa; atual prefeito e ex-secretários têm prisão decretada

A ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote, presa na tarde desta quarta-feira (23) por fazer parte de um esquema que desviou quase R$ 1 milhão da prefeitura, não quis se submeter a exame de corpo de delito no IML de Maceió, para não se expor à imprensa. Na Delegacia Geral de Polícia, no bairro de Jacarecica, ela assinou um termo de responsabilidade dispensando o exame e foi encaminhada, em uma caminhonete Blazer escura, para a Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho.

A ex-prefeita recebeu voz de prisão de uma equipe da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic), da Polícia Civil, na orla da Pajuçara, quando estacionava seu veículo, um carro branco, nas imediações da agência do Banco Itaú.

Arlindo Garrote da Silva Neto, atual prefeito do município de Estrela de Alagoas empossado em 1º de janeiro, e mais cinco ex-secretários municipais foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por sete crimes previstos no Código Penal Brasileiro, entre eles peculato, falsidade de documento público e formação de quadrilha. As informações são da assessoria de comunicação do MPE.

O prefeito é acusado de ser o líder de uma organização criminosa que desviou, segundo o MPE, quase R$ 1 milhão dos cofres públicos. Com base nas acusações apontadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, foram pedidas as prisões de todos os envolvidos no esquema e, atendendo à solicitação do MPE, a presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas expediu os mandados de prisão, que estão sendo cumpridos pela Polícia Civil. Arlindo Garrote e e os demais ex-secretários que ainda não foram presos estão negociando a apresentação.

As investigações são relativas aos anos de 2009, 2010 e 2011 e se referem a fraudes em processos licitatórios para obras que deveriam ter sido executadas para ampliação e melhoramento da infraestrutura da rede viária, da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Obras, Viação e Urbanismo e Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente.

“Os pagamentos foram dolosamente manipulados e fraudados, em acintosa afronta às disposições que regulamentam as despesas públicas”, diz trecho da denúncia ofertada pelo procurador-geral de Justiça Sérgio Jucá e subscrita pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do MPE.

O prefeito de Estrela de Alagoas, Arlindo Garrote da Silva Neto, que à época acumulava os cargos de secretário-geral de Governo e secretário de Administração e Finanças de Estrela de Alagoas, responde pela acusação de chefiar uma quadrilha que cometeu os crimes de peculato, peculato furto, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, falsificação de documentos públicos, uso de documento falso e formação de quadrilha.

Figuram também como denunciados Ângela Maria Lira de Jesus Garrote, ou simplesmente Ângela Garrote, então secretária-geral de Governo; Washington Laurentino dos Santos, ex-secretário de Administração e Finanças; José Teixeira de Oliveira, à época secretário de Abastecimento e Desenvolvimento Econômico; Djalma Lira de Jesus, ex-secretário de Urbanismo, Serviços Públicos e Meio Ambiente; e Marcos André Barbosa, ex-gestor da Secretaria de Saúde. Todos são acusados de desviar R$ 980.798,11 da Prefeitura de Estrela de Alagoas.