quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

GOVERNO VAI ELABORAR ‘PAC DA ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA’

A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse nesta quinta-feira (6) que o governo vai elaborar uma espécie de “PAC da erradicação da miséria". O anúncio foi feito após reunião com a presidente Dilma Rousseff e mais 10 ministros.
“Dilma fez questão de coordenar a reunião para organizar nosso programa de erradicação da extrema pobreza. [...] Vamos construir um modelo de gestão como o PAC, onde queremos ter metas claras, condições de monitoramento. Queremos prestar contas para a sociedade do andamento dessas metas”, disse a ministra.
Segundo Campello, para a elaboração do programa, o governo trabalha com três diretrizes: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços e aprofundamento dos programas de benefício e transferência de renda, como o Fome Zero e o Bolsa Famíl

DEFESA CIVIL DEIXA 17 REGIÕES DA CAPITAL PAULISTA EM ESTADO DE ATENÇÃO PARA DESLIZAMENTOS

A Defesa Civil Municipal de São Paulo colocou 17 regiões da capital paulista em estado de atenção para a ocorrência de deslizamentos nesta quinta-feira (6). Outras oito regiões estão em estado de alerta.
A escala da Defesa Civil começa com estado de observação, estado de atenção, estado de alerta, situação de emergência e estado de calamidade pública.
De acordo com o Plano Preventivo de Defesa Civil, as regiões de Perus, Freguesia do Ó, Santana (zona norte), Vila Prudente, Aricanduva, São Miguel Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaquera (zona leste), Capela do Socorro, Jabaquara, Santo Amaro, Cidade Ademar e Parelheiros (zona sul) estão em estado de atenção para escorregamentos.
Já as regiões de São Mateus (zona leste), Jaçanã, Casa Verde, Pirituba (zona norte), Butantã, Lapa (zona oeste), Ipiranga e M’ Boi Mirim (zona sul) estão em estado de alerta para escorregamentos.
Segundo o órgão, a medida é preventiva e se baseou na previsão meteorológica do Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura (CGE).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

DONA LILY MARINHO MORRE NO RIO

Dona Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, e Embaixadora da Boa Vontade da Unesco, morreu às 20h05 desta quarta-feira (5), aos 89 anos, de falência múltipla dos órgãos.
Ela estava internada na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, desde o dia 13 de dezembro, com infecção respiratória. Duas semanas atrás, Dona Lily foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da clínica.
O velório será nesta quinta-feira (6) pela manhã, no cemitério São João Batista, em Botafogo, também na Zona Sul.

GOVERNO DILMA COMEÇA SEM DINHEIRO PARA SOCORRO A DESASTRES CAUSADOS PELAS CHUVAS

As tempestades que já se anunciam para o início deste ano poderão deixar muitos municípios à míngua na hora de receber ajuda federal para socorrer suas vítimas. Isso porque no Orçamento da União, feito pelo governo e aprovado pelo Congresso em dezembro, não há nenhum centavo previsto para as ações de resposta e reconstrução de áreas atingidas por desastres, geridas pelo Ministério da Interação Nacional. Em geral, esses recursos são usados para atendimento imediato a áreas devastadas. São gastos para reforçar o resgate de pessoas, compra de alimentos e água, montagem e ajuda a abrigos, retirada de destroços e compra de medicamentos. Parte também pode ser usada para reconstrução de casas e da infraestrutura urbana danificada. A proposta enviada pelo governo, ainda em agosto, sequer incluiu esse programa na proposta orçamentária. No Congresso, onde os deputados podem acrescentar recursos com as chamadas emendas, o programa de resposta a desastres também não recebeu nenhuma verba. O Orçamento é a lei que define a previsão de receitas (o que o governo arrecada com impostos e aplicações) e despesas (gastos e investimentos) durante o ano. “Solução” A “solução” do governo para os desastres costuma vir apenas depois que a tragédia acontece. Em 2010, por exemplo, a maior parte do dinheiro só chegou à Secretaria de Defesa Civil, responsável pelo repasse dos recursos aos Estados, depois que ocorreram grandes catástrofes. Isso ocorreu em quatro ocasiões: após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no fim de 2009; depois dos deslizamentos em Angra dos Reis e Niterói (RJ), no início do ano; as tempestades que alagaram São Paulo e Rio de Janeiro, perto da Semana Santa; e as chuvas que mataram 57 pessoas e deixaram milhares desabrigadas em Alagoas e Pernambuco, no meio do ano. O governo libera o dinheiro com as medidas provisórias, leis do próprio Executivo aprovadas às pressas para resolver um problema urgente. No ano passado, o governo acabou autorizando gastos de mais de R$ 3 bilhões para prevenção e resposta com quatro medidas provisórias, sempre lançadas após os desastres, em janeiro, março, junho e julho. Inicialmente, o Orçamento aprovado para 2010 dispunha de apenas R$ 1,1 milhão para a resposta aos desastres. Para 2011, ainda não há nada.
Para os municípios, especialmente aqueles mais pobres, a falta de dinheiro imediato depois do desastre é fonte de preocupação. Quem reconhece é a própria secretária nacional da Defesa Civil, Ivone Valente, que atende aos pedidos. - Pode acontecer o desastre e eu não ter saldo para atender. Tenho que esperar a publicação da MP. O município vai fazendo o máximo que pode e a população acaba tendo que esperar muito. Como são bem pobres, quem acaba sofrendo é o povo. Nesse intervalo, ela garante que as ações de socorro, “bem ou mal”, acabam sendo feitas pelo próprio município. O que demora é a reconstrução das casas. Ainda assim, ela ressalva que, em 2010, ela sempre foi atendida de prontidão pelo governo nas emergências. A falta de verba garantida, porém, “preocupa”. Ela diz que o Ministério do Planejamento já “entende” a necessidade de uma reserva, para o caso de um desastre imprevisto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

CHUVA CASTIGA VARIAS CIDADES

TEMPORAL NA CAPITAL PAULISTA

Deslizamento de terra em Petrópolis deixou 3 mortos
Na Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (4), a Defesa Civil do município interditou outras quatro residências que ficam próximas ao local do acidente por estarem em área de risco.
De acordo com a prefeitura, devido ao perigo de novos deslizamentos, os moradores foram aconselhados a procurar novas moradias. Cerca de 15 pessoas estão desalojadas. Um abrigo foi montado na Creche Vista Alegre, próxima ao local do acidente, para receber as pessoas que não tenham um local definido para ficar.
O coordenador da Defesa Civil de Petrópolis, coronel Carlos Francisco de Paula, informou que há oito dias chove na região e isso prejudicou ainda mais o solo.
"A casa (que desabou) tinha uma estrutura fragilizada, sem alicerces, sem colunas. Ela deslizou por conta da fragilidade do solo", disse ele.

SÃO LUIZ DO PARAITINGA SE RECONSTRÓI ENQUANTO CHEIA ATINGE RIO DA CIDADE

FOTO DA ENCHENTE DO ANO PASSADO
Há quase um ano, a cidade de São Luiz do Paraitinga, a 182 km de São Paulo, foi arrasada pela pior enchente que já atingiu a cidade. Todo o centro histórico ficou debaixo d´água. Em 2011, a cidade está se reerguendo aos poucos, mas o medo de uma nova tragédia tira a tranquilidade dos moradores. O Rio Paraitinga ainda assusta. Com a volta da chuva, o nível subiu e a água chegou a invadir algumas casas.
Foi na passagem de 2009 para 2010 que São Luiz do Paraitinga viveu a pior enchente de sua história. A água cobriu o centro histórico. Casarões centenários vieram abaixo. A Igreja Matriz não resistiu. Antes da tragédia completar um ano, o conjunto arquitetônico de São Luiz do Paraítinga foi declarado patrimônio nacional.

CHEGA A DEZ O NÚMERO DE MORTOS EM ENCHENTES NA AUSTRÁLIA

Subiu para dez o número de mortos na enchente que castiga o nordeste da Austrália.
As autoridades alertam para o perigo de cobras e crocodilos, que estão sendo levados para as cidades pela correnteza dos rios.
A pior enchente dos últimos 50 anos na região já atingiu mais de 200 mil pessoas. Os prejuízos chegam a R$ 3 bilhões.
As inundações que afetam o país se estenderam nesta terça-feira (4) para mais áreas do interior e elevaram o número de comunidades isoladas pela água, cujo nível continua subindo. No estado de Queensland, a maioria dos 75 mil habitantes da cidade de Rockhampton está incomunicável e depende de helicópteros do Exército para receber comida, uma situação que se prolongará durante pelo menos duas semanas.
Cerca de 500 casas foram evacuadas e outras 1.200 ficaram submersas antes de o rio Fitzroy alcançar seu nível máximo o que deve ocorrer nesta quarta-feira, enquanto os donos de algumas lojas tentam se proteger com sacos de areia.
Além das inundações, os habitantes de Rockhampton se preparavam para lidar com a presença de serpentes e crocodilos. Os serviços de resgate temem que o nível da água se mantenha elevado por pelo menos duas semanas, favorecendo a proliferação de mosquitos portadores de doenças. Eles também advertem para a presença de serpentes venenosas e crocodilos.
"É temporada de acasalamento e os animais foram forçados a sair de seus hábitats naturais. As serpentes estão muito muito nervosas neste momento", declarou Scott Mahaffey, diretor de operações dos serviços de emergência.
Segundo os habitantes, as serpentes se refugiam nas árvores e nas casas à procura de um lugar seco.
Quanto aos crocodilos, "o problema é que é difícil avistá-los em meio aos destroços" carregados pela correnteza, acrescentou o dirigente de operações de emergência.
Um membro dos serviços de resgate contou à AFP ter visto "dois policiais saírem da água apressados, após terem percebido a proximidade da mandíbula do animal".