sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

FILHO DE LULA PROMETE DEVOLVER PASSAPORTE DIPLOMÁTICO

Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu nesta sexta-feira devolver o passaporte diplomático que recebeu do Itamaraty.
"Vou [devolver], aliás, nem vi... Devolvo o antigo também, sem nenhuma escrita nele, branco como chegou", afirmou o filho de Lula pelo Twitter.
Ele disse que não usou e nem viu seu passaporte durante os oito anos de governo Lula.
Marcos Cláudio afirma ter viajado apenas para o Paraguai e a Argentina, países que fazem parte do Mercosul e pedem apenas o documento de identidade para os brasileiros.
"Nunca usamos em oito anos de governo democrático e nem usaremos", disse.
A assessoria de Lula, que descansa em uma base do Exército em Guarujá (SP), disse que ele não irá comentar o assunto. Marcos Cláudio também está na base.
Nesta sexta-feira, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, pediu a Marcos Cláudio e ao seu irmão, Luís Cláudio Lula da Silva, 25, que devolvessem os passaportes diplomáticos.
"O governante não pode ceder às tentações do cargo. Enquanto ele estiver no cargo deve ter as regalias necessárias para o exercício do cargo. A partir do momento em que deixa o cargo, ele passa a ser um cidadão comum, igual a todos", afirmou o advogado.
Para o presidente da OAB, os filhos de Lula devem devolver o passaporte para evitar "constrangimento público" ao ex-presidente. A entidade também prometeu processá-los se não houver devolução.
"Caso isso não ocorra, é hipótese de apuração pelo Ministério Público Federal, em função do ato de ilegalidade administrativa, que quebra a isonomia entre os brasileiros", afirma Cavalcante.

PRESIDENTE DO PSDB CRITICA RIXA ENTRE PT E PMDB E DIZ QUE 'CLIMA TENDE A PIORAR'

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, divulgou nota para afirmar que a organização do governo petista mostra-se "precária e apenas voltada para atender interesses não-republicanos" --uma referência à disputa PT x PMDB por cargos no Executivo.
Em silêncio desde o início da gestão Dilma Rousseff, a oposição decidiu reagir nesta sexta-feira (7) às negociações para cargos no governo federal.
Segundo Guerra, "o PSDB não está contaminado pela má vontade, mas não pode deixar de apontar que essas brigas explícitas por cargos e orçamentos são indefensáveis merecendo todo o nosso repúdio".
De acordo com o tucano, as primeiras negociações de Dilma com o PMDB mostram que o "clima tende a piorar" com as disputas por cargos no segundo escalão. "Não se está nomeando por mérito e competência, mas refletindo a pressão de grupos formados por uma 'maioria' parlamentar sustentada em favores e favorecimentos."
Em um ataque ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Guerra afirma na nota que os primeiros atos do petista fora do governo demonstram sua intenção de não se manter longe dos holofotes "à procura desesperada por exibição, confirmando que não saberá deslocar-se do poder e suas estruturas, Segundo Guerra, Lula deveria ser apenas "natural" deixando que a experiência acumulada no cargo contribuisse com o futuro. "Mas não é essa a direção em que os fatos apontam." às quais ele não tem mais direito".
"Lula, faz pouco tempo, disse que ensinaria como agir um ex-presidente, referindo-se claramente a Fernando Henrique Cardoso. Seus primeiros atos prenunciam um ex-presidente envolvido em irregularidades", afirmou.

IRMÃOS SÃO SUSPEITOS DE ENTERRAR PAI VIVO NO MARANHÃO

Dois irmãos suspeitos de enterrar o pai ainda vivo foram presos em Timon, no Maranhão, na quinta-feira (6). Um vizinho da vítima também foi detido por participação no crime, cometido em 29 de dezembro
O delegado Antonio Valente Filho contou ao G1 que, em depoimento, os irmãos confessaram o crime. Os jovens, de 18 e 21 anos, disseram ser homossexuais e, por esse motivo, seriam constantemente agredidos pelo pai. Mas a polícia suspeita que eles também estavam disputando com o pai a direção de um terreiro de umbanda que pertencia à família.

“Eles alegam que o pai não concordava com a opção sexual deles, que bebia muito e era violento. Eles resolveram colocar um fim nisso e agiram dessa forma. A mãe deles não tinha conhecimento do fato”, disse Valente Filho.

Com a ajuda do vizinho, os rapazes teriam cavado um buraco numa área dentro do terreiro de. No dia do crime, os irmãos deram uma dose extra do remédio que o pai costumava tomar, depois que ele dormiu, foi enterrado na cova que já estava pronta.

“O médico já nos confirmou que ele morreu por asfixia. Ele realmente foi enterrado vivo”, afirmou o delegado. “Nós estamos investigando qual foi a verdadeira motivação do crime. Acreditamos que o fato foi motivado por uma disputa pelo controle do terreiro de umbanda, que passaria a ser dirigido pelo filho mais velho. Não achamos que o motivo seja somente as brigas por causa da opção sexual dos irmãos.”

Segundo Valente Filho, o crime foi descoberto depois que o vizinho comentou com pessoas da cidade sobre o buraco que havia sido cavado. “A conversa começou a se disseminar pela vizinhança. Eles se sentiram pressionados e acabaram confessando o crime para um tio, que chamou a polícia. Em depoimento, eles também confessaram.”

O delegado afirmou que o inquérito policial deve ser concluído dentro de 15 dias.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

GOVERNO VAI ELABORAR ‘PAC DA ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA’

A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse nesta quinta-feira (6) que o governo vai elaborar uma espécie de “PAC da erradicação da miséria". O anúncio foi feito após reunião com a presidente Dilma Rousseff e mais 10 ministros.
“Dilma fez questão de coordenar a reunião para organizar nosso programa de erradicação da extrema pobreza. [...] Vamos construir um modelo de gestão como o PAC, onde queremos ter metas claras, condições de monitoramento. Queremos prestar contas para a sociedade do andamento dessas metas”, disse a ministra.
Segundo Campello, para a elaboração do programa, o governo trabalha com três diretrizes: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços e aprofundamento dos programas de benefício e transferência de renda, como o Fome Zero e o Bolsa Famíl

DEFESA CIVIL DEIXA 17 REGIÕES DA CAPITAL PAULISTA EM ESTADO DE ATENÇÃO PARA DESLIZAMENTOS

A Defesa Civil Municipal de São Paulo colocou 17 regiões da capital paulista em estado de atenção para a ocorrência de deslizamentos nesta quinta-feira (6). Outras oito regiões estão em estado de alerta.
A escala da Defesa Civil começa com estado de observação, estado de atenção, estado de alerta, situação de emergência e estado de calamidade pública.
De acordo com o Plano Preventivo de Defesa Civil, as regiões de Perus, Freguesia do Ó, Santana (zona norte), Vila Prudente, Aricanduva, São Miguel Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaquera (zona leste), Capela do Socorro, Jabaquara, Santo Amaro, Cidade Ademar e Parelheiros (zona sul) estão em estado de atenção para escorregamentos.
Já as regiões de São Mateus (zona leste), Jaçanã, Casa Verde, Pirituba (zona norte), Butantã, Lapa (zona oeste), Ipiranga e M’ Boi Mirim (zona sul) estão em estado de alerta para escorregamentos.
Segundo o órgão, a medida é preventiva e se baseou na previsão meteorológica do Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura (CGE).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

DONA LILY MARINHO MORRE NO RIO

Dona Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, e Embaixadora da Boa Vontade da Unesco, morreu às 20h05 desta quarta-feira (5), aos 89 anos, de falência múltipla dos órgãos.
Ela estava internada na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, desde o dia 13 de dezembro, com infecção respiratória. Duas semanas atrás, Dona Lily foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da clínica.
O velório será nesta quinta-feira (6) pela manhã, no cemitério São João Batista, em Botafogo, também na Zona Sul.

GOVERNO DILMA COMEÇA SEM DINHEIRO PARA SOCORRO A DESASTRES CAUSADOS PELAS CHUVAS

As tempestades que já se anunciam para o início deste ano poderão deixar muitos municípios à míngua na hora de receber ajuda federal para socorrer suas vítimas. Isso porque no Orçamento da União, feito pelo governo e aprovado pelo Congresso em dezembro, não há nenhum centavo previsto para as ações de resposta e reconstrução de áreas atingidas por desastres, geridas pelo Ministério da Interação Nacional. Em geral, esses recursos são usados para atendimento imediato a áreas devastadas. São gastos para reforçar o resgate de pessoas, compra de alimentos e água, montagem e ajuda a abrigos, retirada de destroços e compra de medicamentos. Parte também pode ser usada para reconstrução de casas e da infraestrutura urbana danificada. A proposta enviada pelo governo, ainda em agosto, sequer incluiu esse programa na proposta orçamentária. No Congresso, onde os deputados podem acrescentar recursos com as chamadas emendas, o programa de resposta a desastres também não recebeu nenhuma verba. O Orçamento é a lei que define a previsão de receitas (o que o governo arrecada com impostos e aplicações) e despesas (gastos e investimentos) durante o ano. “Solução” A “solução” do governo para os desastres costuma vir apenas depois que a tragédia acontece. Em 2010, por exemplo, a maior parte do dinheiro só chegou à Secretaria de Defesa Civil, responsável pelo repasse dos recursos aos Estados, depois que ocorreram grandes catástrofes. Isso ocorreu em quatro ocasiões: após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no fim de 2009; depois dos deslizamentos em Angra dos Reis e Niterói (RJ), no início do ano; as tempestades que alagaram São Paulo e Rio de Janeiro, perto da Semana Santa; e as chuvas que mataram 57 pessoas e deixaram milhares desabrigadas em Alagoas e Pernambuco, no meio do ano. O governo libera o dinheiro com as medidas provisórias, leis do próprio Executivo aprovadas às pressas para resolver um problema urgente. No ano passado, o governo acabou autorizando gastos de mais de R$ 3 bilhões para prevenção e resposta com quatro medidas provisórias, sempre lançadas após os desastres, em janeiro, março, junho e julho. Inicialmente, o Orçamento aprovado para 2010 dispunha de apenas R$ 1,1 milhão para a resposta aos desastres. Para 2011, ainda não há nada.
Para os municípios, especialmente aqueles mais pobres, a falta de dinheiro imediato depois do desastre é fonte de preocupação. Quem reconhece é a própria secretária nacional da Defesa Civil, Ivone Valente, que atende aos pedidos. - Pode acontecer o desastre e eu não ter saldo para atender. Tenho que esperar a publicação da MP. O município vai fazendo o máximo que pode e a população acaba tendo que esperar muito. Como são bem pobres, quem acaba sofrendo é o povo. Nesse intervalo, ela garante que as ações de socorro, “bem ou mal”, acabam sendo feitas pelo próprio município. O que demora é a reconstrução das casas. Ainda assim, ela ressalva que, em 2010, ela sempre foi atendida de prontidão pelo governo nas emergências. A falta de verba garantida, porém, “preocupa”. Ela diz que o Ministério do Planejamento já “entende” a necessidade de uma reserva, para o caso de um desastre imprevisto.