quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PDT - O partido do Lupi, Manoel Dias? Por Igo Lago


Desde a sexta-feira de Carnaval, após a visita do Sr. Carlos Lupi à presidente Dilma Roussef, circulam notícias (bisbilhotices?) a respeito do PDT, do Ministério do Trabalho e Emprego, de suposta troca de ministro por um nome indicado do Lupi (pasmem! Logo o cidadão das fanfarronices do “ninguém me tira daqui”, do “Dilma eu te amo”...).

Vale lembrar que a mandatária também recebeu outro presidente de partido, além do Lupi, o Sr. Alfredo Nascimento (PR). Os dois foram recebidos a pedido de Lula, segundo matérias veiculadas em jornais e blogues nacionais.

Os desdobramentos dessas conversas ainda não sabemos. Mas, gostaria de chamar a atenção para o nosso caso, o do PDT. Essa visita (tão solicitada já há algum tempo, segundo as mesmas matérias), coincide com o atual momento partidário: O de inconformismo com a nossa atual direção nacional e o surgimento, pela primeira vez, de uma real disputa com chapas.

É que os atuais presidente e secretário-geral tem dirigido o PDT de uma forma muito cartorial, antidemocrática e muito distanciada das nossas raízes, da nossa história e razão de ser de um partido cuja sigla de três letras tem duas muito significativas: (D)emocrático e (T)rabalhista.

A rigor, os dois dirigentes tem sido burocratas de carreira, nada mais. E que me perdoem os seus agraciados, eles não tem representatividade política em seus estados e, muito menos, a nível nacional. O mais conhecido até goza de desprestígio. Diria que exercem a direção partidária com o mesmo zelo que um executivo gere a sua empresa. Assim tem sido a vida do nosso partido desde junho de 2004. Um partido democrático e trabalhista desfigurado e reduzido a um partido-empresa! Nada a ver com o partido trabalhista e democrático de outrora. Eis a nossa realidade. E falo abertamente porque o PDT precisa de uma ampla e profunda discussão, retomar o caminho original e contribuir para a construção de um país melhor sem a hipocrisia reinante.

E, reconheçamos, tornaram-se expertises do “jogo partidário”. Deixam o partido nas velhas comissões provisórias formadas em acordo ao humor e confiança. Quando a fórmula cansa, e os pedetistas começam a cobrar a formação de Diretórios porque os líderes estaduais precisam e desejam mais segurança jurídica, os “chefes” empurram com a barriga até onde podem e, no cair da tarde, fazem Diretórios em pseudoconvenções feitas a toque de caixa. Sempre com a minuciosa supervisão e exame das biografias locais e toda a camaradagem superficial. Fico a pensar na rédea curta com que se deparam os nossos representantes estaduais mais ilustres, aqueles com cabedal e representatividade política.

Existe alguma semelhança entre os nossos vultos, a exemplo de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Francisco Julião, Neiva Moreira, Jackson Lago, Doutel de Andrade, Abdias do Nascimento, Luis Carlos Prestes e tantos outros com esses dois atuais senhores e muitos de seus fiéis subalternos estaduais, especialmente com a forma com que dirigem o nosso partido?

Os exemplos estão aí a olhos vistos por todo o país. O PDT, hoje, é o partido desfigurado, da negociata por cargos e benesses. Tornou-se um partido igual a tantos que estão por aí com a mesma finalidade, à direita e à esquerda, ao centro, sem mencionar alguns que se orgulham em declarar que nem de centro são. Ou seja, estão aí para disputar o “negócio”, as verbas, os espaços a serem loteados, as vicissitudes da pobre política que tanto atrasa ao nosso país e corrói a nossa democracia. A visita do Lupi à presidente reflete isto e algo mais: chantagem.

O caso do Maranhão é emblemático: dirigentes cartoriais e sem prestígio político foram nomeados para exercer o controle partidário e fazer a pior política. Hoje, o sarneyísmo agradece, pois, hoje por hoje, muitos desses dirigentes são tão ou mais mal vistos pela sociedade que os seus próprios piores quadros. Seja pelos antecedentes de alguns por passagem em cargos públicos, seja pelo que todos tem feito ao partido em termos de conchavos e negociações para atendimento de interesses pessoais. Eis o partido do Lupi e do Manoel Dias!

Em setembro de 2011, o PDT realizou a primeira parte do V Congresso Nacional em Porto Alegre. Era para ter sido somente uma comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade – movimento cívico liderado pelo então governador Leonel Brizola que garantiu a posse do vice-presidente João Goulart e inibiu o golpe cívico-militar de nossas atrasadas e servis elites.

Entretanto, aconteceu ali a manifestação de vários companheiros do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul desse inconformismo e pela necessidade de renovação da direção nacional partidária. Houve uma percepção de acolhida por boa parte dos presentes.

A segunda parte do V Congresso, a deliberativa, seria realizada no primeiro semestre de 2012, em Brasília. Que fizeram os atuais “chefes” do PDT? Simplesmente não convocaram a segunda parte. Não realizaram. Não aconteceu. Não cumpriram com o que estava estabelecido para o partido!

Preferiram ditar os destinos do partido entre 4 paredes, em reuniões fechadas com alguns da Executiva Nacional. Os “chefes” Lupi e Manoel Dias ditando tudo a todos! Inventaram seminários, encontros de “gestão partidária”, formação dos famosos núcleos de base, etc.

Mas, nem nesses seminários de gestão partidária falam o óbvio: a questão da transparência. Para termos uma ideia e ficarmos somente na questão financeira do partido, em 2012, o PDT recebeu 14 milhões, 413 mil, 743 reais e 21 centavos do Fundo Partidário, segundo os dados do TSE. Agora, em janeiro de 2013, recebeu outros 767 mil, 159 reais e 16 centavos, segundo os dados do TSE. Como esse fundo público repassado para o nosso partido é administrado? Há comprovação das despesas? Notas fiscais? Esse fundo é usado de forma democrática e transparente?

Pois bem, companheiras e companheiros, é hora de reagir, aqui e agora, é preciso dar um basta a essa triste realidade partidária. E o momento está chegando - a Convenção Nacional -, que deverá ocorrer em março deste ano, dentro de alguns dias. E os “chefes” parecem estar intranquilos porque, até hoje, não marcaram a data deste evento.

É a hora das lideranças partidárias, os senadores e os deputados federais se posicionarem por um partido melhor, democrático e transformador. Caso contrário, ficarão na mesmice por mais dois anos. Para decepção do povo brasileiro.

Saudações Trabalhistas!

Igor Lago



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Essa e a verdadeira cara do Senado Federal


Nenhum outro rosto define tão bem o que é o Senado Federal atualmente.

Epitácio Cafeteira, mais de 85 anos, senador eleito pelo Estado do Maranhão, é um morto e vivo que perambula em uma cadeira de rodas pelos luxuosos corredores e plenário da Câmara alta.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Congressista brasileiro é o segundo mais caro entre 110 países

O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países, mostram dados de um estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Cada um dos 594 parlamentares do Brasil --513 deputados e 81 senadores-- custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano.

O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Radicalismo pode prejudicar professores municipais de Imperatriz

A notícia de deflagração de greve geral dos professores municipais de Imperatriz anunciada na mídia pelo presidente do STEEI, Wilas Moraes, causou surpresa, inclusive entre a própria categoria.

É que o anúncio da paralisação, feita em primeira mão pelo blog do vereador Carlos Hermes, correligionário político do presidente do sindicato, aconteceu antes mesmo de a entidade classista ter apresentado à Prefeitura sua pauta reivindicatória.

Segundo informações do secretário de Educação de Imperatriz, Zesiel Ribeiro, geralmente a discussão e a deflagração de greve só ocorrem depois de, pelo menos, ter sido iniciada as discussões.

O secretário de Educação disse ter achado estranho a postura do presidente do sindicato, principalmente depois da bem sucedida negociação do ano passado, em que os professores municipais tiveram reajuste e benefícios considerados significativos, bem superior aos reajustes que foram praticados nos demais municípios e estados da federação.

Zesiel lembrou, ainda, que sempre dispensou total respeito e cordialidade com a direção do Steei, o que, na sua avaliação, dispensava tamanho radicalismo.

Para o procurador Geral do Município de Imperatriz, Dr. Gilson Ramalho, o anúncio de greve antes da instalação do processo negocial e da apresentação da proposta da entidade marcha na contramão, se opondo a inteligência da lei que regulamenta e disciplina o do direito de resistência dos trabalhadores.

Ramalho enfatizou a inversão dos trâmites poderá trazer prejuízo aos servidores já que o anúncio da greve colide, frontalmente, com o disposto do art. 3º, da Lei 7783/89, considerada legítima pelo STF para dispor sobre a greve no serviço público.

“A referida lei informa todos os procedimentos necessários e indispensáveis para a deflagração do movimento paredista. Assim, se estamos na vigência do estado democrático de direito, vejo que o rito legal deve ser observado”, destacou o Procurador Geral de Imperatriz.

CET

Outra questão intrigante, que deve causar grande alvoroço na categoria do magistério, diz respeito a proposta do presidente do Steei de acabar com a gratificação chamada de CET (Concessão Especial do Trabalho), concedida aos professores pela Semed.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PARCERIA: Ceste doa equipamentos à Defesa Civil de Imperatriz


Prefeito Madeira participou da solenidade de entrega dos materiais

A Prefeitura de Imperatriz, por intermédio da superintendência municipal de Defesa Civil, recebeu ontem (4) equipamentos que foram doados pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste). A entrega dos materiais, que contou com a presença do prefeito Sebastião Madeira, é resultado de um convênio assinado pela Prefeitura e o Ceste.

Nicola Franceli, gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do Ceste, destacou que os novos equipamentos contribuirão na melhoria do atendimento à população de Imperatriz, principalmente no trabalho de planejamento e monitoramento do nível do rio Tocantins. “O Ceste dessa forma também está contribuindo com a comunidade de Imperatriz”, diz.

Ele assinala que “a segurança da população ribeirinha tem sido a grande preocupação do Ceste que, diariamente, repassa ao município três boletins sobre a vazão d’água das comportas da hidrelétrica de Estreito. Essa preocupação se reverteu na entrega desses equipamentos à D efesa Civil”, frisa.
Nicola Franceli descartou a possibilidade de a população ribeirinha ser pega de surpresa com a repentina subida do nível do rio Tocantins, evitando assim que famílias sejam atingidas pela cheia, podendo ser retiradas da área de forma antecipada pela Defesa Civil. “Nós sabemos que a Defesa Civil está fazendo um trabalho elogiável, inclusive monitorando diariamente o nível do rio Tocantins”, disse.

Equipamentos doados pelo CESTE para Defesa Civil de Imperatriz

Materiais – O Ceste entregou os seguintes materiais à Prefeitura de Imperatriz: computadores, máquinas fotográficas, binóculos, mesas e cadeiras que ajudarão no trabalho desenvolvido pelos técnicos da Defesa Civil. “Nós entregamos ainda equipamentos de primeira geração, como: tablets”, afirma.

O superintendente da Defesa Civil, Francisco das Chagas Silva, o Chico do Planalto, lembrou durante a cerimônia de entrega dos materiais que os agentes do órgão orientaram a comunidade ribeirinha sobre os procedimentos que devem ser adotados em caso de alagamento. “Existe um plano emergencial para atender pessoas que poderão ficar desabrigadas por causa do período chuvoso. Se houver necessidade, essas famílias poderão ser removidas para escolas, ginásios ou para o Parque de Exposição Lourenço Vieira da Silva.” Afirmou.

Parcerias - Em entrevista à imprensa, o prefeito Sebastião Madeira avaliou como positiva a parceria firmada com o Consórcio Estreite Energia (Ceste). “Essa parceria está na filosofia do nosso governo, que é fazer parceria com quem for possível para o bem-estar do povo de Imperatriz”, assinala.

Madeira comentou que o município tem celebrado parceria com os governos do Estado, Federal, entidades e empresas (Suzano e Ceste).

“A Defesa Civil, sob o comando do Francisco das Chagas, fez esse pedido de computadores, GPS, equipamentos e uma lancha, onde todos foram atendidos, exceto a lancha, mas vamos insistir para que seja doada essa lancha considerada de grande utilidade durante para o município de Imperatriz”, concluiu.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Nem seguranças aguentam o humor de Dilma

Conhecida por seus acessos de fúria, a presidenta Dilma não deixa apenas os ministros à beira de um ataque de nervos. Segundo fontes palacianas, o Gabinete de Segurança Institucional tem dificuldades de encontrar oficiais do Exército que aceitem chefiar o serviço de segurança presidencial. Entre os mais estressados estaria o coronel Artur José Solon Neto, que por breve período cobriu as férias do titular.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sócio mandava tirar extintores das paredes da boate, diz ex-funcionária(QUE SIRVA DE EXEMPLO)

Vanessa Vasconcelos trabalhou por dois anos no local da tragédia.

Advogado de proprietário diz que informação não 'é razoável'.
                             Vanessa Vascelos com o Pai
 
Funcionária da boate Kiss até dezembro de 2012, Vanessa Vasconcelos disse em depoimento à polícia nesta quarta-feira (30), que Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, um dos sócios da casa noturna, mandava retirar os extintores de incêndio das paredes por questão estética. Questionado pelo G1, o advogado de Kiko, Jader Marques, negou a informação.

O incêndio em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 235 mortos no último domingo (27). A jovem trabalhou por 2 anos no estabelecimento e perdeu a irmã, que trabalhava como recepcionista, na tragédia.

"Ele achava feio os extintores. Mandava tirar. Só colocava de volta quando ia ter inspeção ou quando ficava com receio que iriam inspecionar", afirmou ao G1 Vanessa, ao lado do pai, depois de deixar a delegacia. Ela conta que, após uma sessão de fotos da boate, ouviu do patrão: "Como estes extintores ficam feios na parede".

"Não é verdade, não me parece razoável essa informação. Estou estabelecendo o que me parece razoável pelo que falei com ele. O local de maior exposição era o palco e ali tinha extintor", disse Jader Marques após a entrevista coletiva que concedeu sobre o caso na manhã desta quarta.