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terça-feira, 27 de julho de 2010

IPTU PREFEITO MADEIRA FAZ APELO À COMUNIDADE


O prefeito Sebastião Madeira, em entrevista à imprensa, fez um apelo à população para que contribua com o processo de desenvolvimento do município de Imperatriz pagando os impostos municipais: Alvará, ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), entre outros.
“Se a cidade não ajudar, não me der as mãos, não abraçar para resolvermos as necessidades da cidade, não poderemos avançar o tanto que podemos avançar”, disse o prefeito Madeira.
Ele informou que solicitou à Secretaria da Fazenda e Gestão Orçamentária (SEFAZGO) que fosse realizado um levantamento sobre a dívida procedente de alvará nas avenidas Getúlio Vargas, Dorgival Pinheiro de Sousa e Ceará, no Centro. “A dívida somente de alvará atrasado chega a mais de R$ 2 milhões de reais”, disse.
O prefeito Madeira lembra que esse recurso seria suficiente para asfaltar pelo menos oito ruas, a exemplo do que está sendo feito pelo município na rua Tamandaré, no bairro Jardim São Luís. Ele observa ainda que o valor do Alvará está defasado, mas esse recurso daria para pavimentar mais ruas em Imperatriz.
Além disso, o prefeito Madeira lembrou que os recursos do IPTU, lançado para este ano, prevê uma arrecadação de mais de R$ 12 milhões de reais, contudo apenas R$ 2,4 milhões foram arrecadados até meados deste mês. (Comunicação)

PESQUISADORES CONSTATAM DEGRADAÇÃO NO RIO TOCANTINS E PRESERVAÇÃO NO RIO ARAGUAIA

Os ambientalistas mais uma vez apelam às autoridades ambientais para salvar o Tocantins


Idealizado e coordenado pelo jornalista e ambientalista Domingos Cezar, o projeto “Alerta, rio Tocantins” completou no último domingo (25) sua sexta e última expedição, com a viagem ligando Imperatriz até a cidade de Araguatins (TO). A expedição, a exemplo das outras cinco, durou seis dias, uma vez que o pequeno barco desceu o Tocantins até a foz do Araguaia, subindo por este até Araguatins e vice-versa. Domingos Cezar esteve mais uma vez acompanhado do estudante de Ciências Biológicas, Eraldo Júnior, que desenvolve um trabalho de pesquisa da fauna e flora.
Desde que iniciou o projeto com a primeira expedição, em julho de 2007, que Cezar vem denunciando, inclusive em Brasília, o estado de degradação em que se encontram as margens do rio Tocantins, principalmente, no perímetro que compreende a região dos lagos, nos municípios de Cidelândia, Vila Nova dos Martírios e São Pedro D’Água Branca, no Maranhão, Carrasco Bonito, São Sebastião do Tocantins e Esperantina, no estado do Tocantins.
“As margens do rio na região lacustre no estado do Tocantins encontram-se bastante degradadas, mas o lado maranhense está completamente devastado, com áreas enormes sem que haja uma árvore de ingá”, afirma Cezar, acrescentando que toda a extensão de praticamente esses três municípios foi tomada pelo vazanteiros que derrubaram a mata ciliar. “Os fazendeiros, por sua vez, derrubaram as matas ciliares das restingas e dos lagos que serviam de locais de reprodução das nossas espécies”, denuncia.
O jornalista/ambientalista revela que sua grande alegria nesta expedição foi rever o rio Araguaia – que não via há muitos anos – praticamente intocável. “Nesta região do Araguaia, entre a foz no Tocantins até a cidade de Araguatins (TO), apesar de ser a menos inóspita, pudemos constatar que os ribeirinhos sabem conviver com a natureza”, diz Domingos Cezar, ressaltando que “a formação de imensos arquipélagos, com dezenas de ilhas adornadas com suas matas ciliares intactas, fazem com que o peixe encontre o ambiente ideal para sua reprodução”.
Desde a segunda expedição que partiu de Imperatriz com destino a Carolina (MA) e Filadélfia (TO) em outubro de 2007 que o estudante de Ciências Biológicas, da Unisulma, Eraldo Júnior, participa ativamente do projeto. Durante todas as expedições tanto para Carolina e Filadélfia (duas), quanto para Marabá e Itupiranga (PA), Eraldo Júnior realiza um trabalho de pesquisa sobre a fauna e flora do Médio Tocantins, o qual será apresentado em trabalho de monografia até o final do ano.
Domingos Cezar, por sua vez, está escrevendo um livro, o 11º de sua carreira literária, que se denominará “Minhas expedições pela bacia do Araguaia/Tocantins”. Na obra, o jornalista/escritor/ambientalista vai narrar detalhes de todas as expedições, desde a convivência com sua tripulação, da qual já fizeram parte os estudantes Wendejany, Cilene, Fernanda e Danny, bem como o trabalho de educação ambiental que sua equipe faz com ribeirinhos e pescadores. “Será uma verdadeira enciclopédia para que os estudantes possam realizar suas pesquisas sobre a bacia do Araguaia/Tocantins”, afirma Cezar.
Viva, rio Tocantins – Domingos Cezar garante que apesar do rio Tocantins está cheio nesta região, na área de Vila Nova e São Pedro D’Água Branca, o rio está seco dificultando a navegação em face ao surgimento de dezenas de praias, que se sucedem em face ao assoreamento. Ele afirma que não se entrega, muito embora tenha que bancar os custos financeiros de cada expedição, o risco de pegar um Câncer de pele ao se expor durante dias ao escaldante sol, e até mesmo o risco de vida ao enfrentar temíveis cachoeiras por onde navega.
Ao encerrar o projeto, “Alerta, rio Tocantins”, que começou com a doação de dois mil exemplares de seu livro (cordel) de conscientização, o jornalista já tem gestado o projeto “Viva, rio Tocantins”. Domingos Cezar pretende realizar uma expedição, em outubro deste ano, num barco de médio porte, com o objetivo de levar em sua companhia uma equipe de cada órgão de comunicação de nossa cidade. “Todas as equipes, orientadas por mim, terão a liberdade de filmar, fotografar, entrevistar e realizar seu trabalho entre Imperatriz a Marabá, no Pará, aonde seremos recebidos pelos colegas daquela cidade paraense”, idealiza.