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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

'CHEGUEI EM UM BOM DIA', DIZ TIRIRICA SOBRE POSSÍVEL AUMENTO DE SALÁRIO

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), visitou o Congresso pela primeira vez e disse que chegou "em um bom dia", referindo-se à votação, nesta quarta-feira (15), do aumento de salário dos parlamentares.
"Dei sorte", afirmou Tiririca, antes da aprovação do reajuste pela Câmara - para entrar em vigor, a proposta necessita da aprovação pelo plenário do Senado. Segundo o deputado eleito, a proposta de aumento é "bacana" e "legal".
Dono da maior votação do Brasil nas eleições deste ano (1,35 milhão de votos), o deputado eleito chegou à Câmara pela Chapelaria e foi recepcionado pelo líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (PR-GO).
Em meio ao tumulto, Mabel mostrou um pouco da estrutura da Casa ao novo deputado e o levou até a sala da liderança do partido, onde os dois participam de reunião na tarde desta quarta.
No trajeto até a sala da liderança do PR, Tiririca respondeu a algumas perguntas.
Indagado se chegou à Câmara "fantasiado" de político e se já aprendeu as tarefas de um parlamentar, ele respondeu: "Neste exato momento eu sou político. Já aprendi, com certeza, e vou aprender mais com os colegas aí".

CÂMARA APROVA AUMENTO DE SALÁRIO DO EXECUTIVO E LEGISLATIVO PARA R$ 26,7 MIL

A Câmara aprovou nesta quarta-feira o projeto que aumenta o salário dos deputados, senadores, presidente, vice-presidente da República e dos ministros de Estado para R$ 26,7 mil.
Pelo texto aprovado pela Câmara, os deputados e senadores terão um reajuste de 61,8%, uma vez que recebem atualmente R$ 16,5 mil, além dos benefícios. No caso do presidente da República e do vice, que recebem atualmente R$ 11,4 mil, o reajuste será de 133,9%. O aumento dos ministros será maior ainda, já que eles recebem R$ 10,7 mil.
Os parlamentares, o presidente, o vice e os ministros estão sem reajuste desde 2007. A inflação no período, porém, foi inferior a 20%.
O PSOL foi o único partido a manifestar posição contrária. "Defendemos o reajuste inflacionário, o que elevaria nosso salários para cerca de R$ 20 mil. É incompreensível que a Câmara aprove um aumento desses para nós enquanto discutimos o congelamento do salário mínimo em R$ 500", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).
A proposta entrou em pauta de surpresa, antes mesmo de uma reunião da Mesa, que debatia o assunto, ser finalizada.
Pela proposta, o reajuste será concedido a partir de fevereiro do ano que vem. As despesas decorrentes da aplicação do aumento correrão à conta das dotações orçamentárias dos respectivos órgãos.
"Devem ser iguais os subsídios pagos a ministros do Supremo Tribunal Federal e membros do Congresso Nacional, bem como pagos ao presidente e vice-presidente da República e ministros de Estado", alega o projeto.
Apenas com o aumento dos congressistas, a previsão é de um efeito cascata de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

PARTIDOS ALIADOS DE ROSEANA SARNEY NÃO SERÃO PRESTIGIADOS EM SEU NOVO GOVERNO, E TOMA CHIADEIRA

Os partidos políticos que compuseram coligação da governadora reeleita Roseana Sarney reclamam falta de prestígio e de espaços na nova equipe de governo.
O PP do deputado federal Waldir Maranhão, ao que parece, perderá a secretaria de Ciência e Tecnologia. Maranhão não se manifestou ainda, mas não tem lhe agradado perder espaços dentro do governo.
O PMDB, maior aliado da governadora, também não indicou ninguém. As secretarias de Juventude, Esporte e Lazer (que foram desmembradas agora na nova reforma) são da cota pessoal do senador eleito João Alberto, assim como o Detran.
O DEM não indicará ninguém. O deputado Max Barros, que vai retornar ao comando da Infra-Estrutura, é da cota pessoal da governadora.
Além disso, sua saída da Assembléia Legislativa permite contemplar ao deputado Carlos Alberto Milhomem, que ficou na primeira suplência. O senador Edison Lobão, amigo pessoal de Milhomem, também participou dessa negociação.
A secretaria de Cidades é uma espécie de compensação ao ainda senador Mauro Fecury, que além de aliado histórico, tem sido um grande colaborador em todas as campanhas de Roseana Sarney. Portanto, o cargo não é do DEM.
A chiadeira maior vem dos pequenos partidos que integraram a coligação da governadora. A eles, pelo visto, não serão dadas nem vagas no segundo escalão.
16 vereadores da capital suaram a camisa para que Roseana Sarney fizesses a diferença em São Luís, impondo uma derrota aos adversários Flávio Dino e Jackson Lago.
Ainda assim, nada será tratado com eles a respeito de cargos na nova administração.