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terça-feira, 22 de março de 2011

PARA O MENTIROSO IMPULSIVO

Não há coisa mais infame e desgastante do que lidar com os mentirosos compulsivos; eu tenho muita dificuldade: fico com cara de enterro, ou me mando, não tenho paciência; é um defeito que trago de fábrica. É lógico que sei que são pessoas doentes, mas quando a coisa é demais, quando estou convicto de que tal pessoa está deitando e rolando, não encontro outro jeito; me estrebucho para ser educado, mas se fico ouvindo por muito tempo, me estresso. Falo do compulsivo, daquela criatura que não pode parar de mentir nunca; que mente pelas mínimas coisas. E segue todo desmedido pelo caminho afora.

Não consigo ser condescendente, deixando que a criatura se espraie muito. Minha reação é mostrar o absurdo, e isso não leva a nada. O mentiroso tem o dom de exercer, nos que não mentem, um desconforto grande, é mestre em caluniar e difamar. Isso é terrível.
O mentiroso é antes de tudo um ser com complexo de inferioridade e uma auto-estima baixa. Mas não quero analisar o comportamento do mentiroso, não sou analista. Falo da dificuldade que se tem em lidar com um estrupício desse.

O mentiroso mente sobre tudo, é o raio da compulsão: um filme que nunca viu, diz ter visto; um livro que nunca leu, diz ter lido; uma viagem que nunca fez, diz ter feito. O mentiroso diz tudo o que quer, é um artista na arte de mentir: fala mal da mulher do amigo como se a conhecesse há anos; fala de seu chefe com a liberdade dos intrometidos; fala da secretária como se dela fosse íntimo, se diz ser pegador, acabam com o emprego dos colegas, e tudo com muita sutileza. É a compulsão de falar do ‘inexistente’. É um fantasioso nocivo. Sendo no meio familiar, essa conduta causa grande desarmonia. O mentiroso tem uma enorme capacidade de persuasão, de transformar mentira em verdade.

Para o mentiroso não importa a dimensão da mentira, como não importam as conseqüências desses atos fantasiosos. Por isso, o melhor é se mandar antes que sobre pra você, pois, acreditem, o mentiroso tem a capacidade de destruir, de intrigar, de colocar gasolina na fogueira e esperar a explosão.
Finalizando, sabemos que de tanto se ouvir uma mentira, de tanto que é repetida, pode virar verdade. Isso é conhecido,de tanto acreditar na sua mentira.
Não falo daquelas mentirinhas bobas, daquelas que dizemos: 'hei, diz aí que não estou, que fui ao shopping...'. falo daquele que mente por doença; pra ver o circo pegar fogo, pra ver você se danar na vida.

De: Juliane

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